Livro – As Vantagens de Ser Invisível

Oie, tudo bem? Estou meio atrasada com as resenhas que tenho para fazer, pois desde a bienal li bastante. A escolha do livro para o post de hoje foi bem difícil. Talvez vocês concordem comigo que, quando se tem vários best-sellers na estante, a seleção de um só é complicada. Uma história relativamente impressionante, foi a de Charlie, um garoto ”invisível” que vivência várias complicações da adolescência. Ou melhor, ele observa. No meio de uma sociedade exigente, que ele no início não está muito bem integrado, a personagem faz descobertas sobre o que há ao seu redor e até mesmo sobre si. Tenho vários motivos para indicar esta obra de Stephen Chbosky para vocês, e estes tais também me levaram e lê-lo em um dia. Então, vamos lá 😛

1

Se você já assistiu ao filme (que eu resenhei aqui), já deve conhecer a história ou parte dela. Mas, mesmo assim, vamos dar uma olhada sobre o que se trata:

”Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe – a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.

As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir “infinito” ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.

Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo.” fonte

Eu tinha planejado fazer o contrário do que acabou ocorrendo: li o livro depois de assistir o filme, mas no fim gostei do mesmo jeito. Antes de tudo isso, já tinha visto resenhas que criticavam negativamente a obra e, como sou teimosa, não acredito e uma só opinião e gosto de ter a minha, resolvi conhecer mais a fundo os relatos de Charlie. Ambas  as versões são dentro daquilo que nós sabemos que existe, mas prefirimos ignorar, incluindo alguns enigmas e segredos que possuímos no cotidiano. 

2-3

Raramente consigo encontrar algum livro cujo a vida do adolescente poder ser realmente considerada de alguém na faixa etária. O autor encaixou muito bem as sensações confusas e opostas vivenciadas pelo personagem, sem tornar as afirmações feitas por ele anteriormente um conjunto de mentiras. Como a própria aba do livro já diz, as cartas de Charlie são estranhas e únicas, hilárias e devastadoras. Podemos também perceber como as personagens são marcantes e, mesmo distintas umas das outras, conseguem formar um grupo interessante, ou melhor, a ilha dos brinquedos rejeitados. Acredito que pela distância do protagonista ao mundo exterior da juventude, ele tenha se tornado inocente em alguns aspectos, como relacionamentos. 

Mergulhei profundamente na história e, quando acabei de lê-la, parecia que eu tinha acordado de um sono profundo e envolvente. Separei alguns dos trechos que compuseram esta sensação:

”Subi a colina onde costumava usar o trenó. Havia muitas crianças ali. Eu fiquei vendo elas voarem. Dar saltos e apostar corridas. E pensei que todas aquelas crianças um dia iam crescer. E todas aquelas crianças iam fazer as coisas que nós fazemos. E todos eles beijarão alguém algum dia. Mas agora andar de trenó era o bastante. Acho que seria ótimo se bastasse um trenó, mas não é assim.”

”Não sei se você já se sentiu assim, querendo dormir por mil anos. Ou se sentiu que não existe. Ou que não tem consciência de que existe. Ou algo parecido. Acho que querer isso é muito mórbido, mas eu quero quando me sinto assim. É por isso que estou tentando não pensar.”

”Já se sentiu muito mal, depois tudo passar e você não saber por quê? Eu tento me lembrar, quando me sinto ótimo como agora, que haverá outra semana terrível algum dia, então procuro guardar o maior número de detalhes que posso, e assim, na próxima semana terrível, vou poder lembrar esses detalhes e acreditar que vou me sentir bem novamente. Não funciona muito, mas acho muito importante tentar.”

 “(…) a revista estava tentando transformá-lo num herói, mas depois alguém descobriria alguma coisa que o tornaria inferior a um ser humano.”

”Ela parecia mesmo triste e eu queria poder fazer com que ela se sentisse melhor, mas às vezes acho que não se deve.”

 ”Não sei quanto tempo eu posso continuar sem um amigo. Eu costumava ser capaz de fazer isso com muita facilidade, mas foi antes de eu saber como era ter um amigo. É muito mais fácil não saber das coisas de vez em quando.”

”E o intitulou “Absolutamente Nada”
Porque era o que estava em toda parte
E ele se deu um A
e um corte em cada maldito pulso
E se encostou na porta do banheiro
porque nessa hora ele não pensou
que poderia alcançar a cozinha.”

Mais uma vez, foi difícil escolher uma boa entre várias ótimas. 

4-5

Adorei este livro, dou ★★★★★. Indico ele ao público jovem que goste de ler realmente (já que há a possibilidade de você se entediar no meio da leitura caso isso não seja a sua praia) e a qualquer que esteja disposto a ter conteúdo de verdade.

E aí, já conhecia a história? Se sim, o que achou dela? Se não, pretende ler? Quer sugerir algo? Fale para mim nos comentários ou no twitter. Espero que gostem *-*

Beijos, micoelho

P.S.: comentários abaixo podem conter spoiler.

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2 comentários sobre “Livro – As Vantagens de Ser Invisível

  1. Mmmmmm… Estou com um monte de livros na lista de espera. Mas gostei de sua resenha.
    Acredita que baixei o filme e ainda não tive tempo de assistir. Quem sabe eu comece pelo filme, e depois leia o livro. Vamos ver. 😉

    Bom começo de semana… Boas vibrações e quando tiver um tempinho passa lá no blog, tenho novidades!
    hUg
    ★ André Hottër

    1. O filme e o livro são bons, como eu falei. Mas eu aconselho á ler primeiro, assim evitando aquele momento ”eu sei o que vai acontecer”. Boa semana e ótimas vibrações para você também! xoxo 😛

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